Árcon

O Mundo dos Três Planetas. Sistema estelar da Via Láctea, formado por uma estrela branca e ofuscante, distante cerca de 34.000 anos-luz do Sistema Solar, no coração da nebulosa ou grupo estelar M-13 ou NGC 6205. O sistema Árcon é a pátria dos arcônidas, que chamam a nebulosa de Thantur-Lok. Seu símbolo é o dos três planetas sincronizados.

Dados Astrofísicos
Dados Valores
Galáxia: Via Láctea
Distância para o Sistema Solar: 34.000 anos-luz
Tipo espectral da estrela: Estrela branca e ofuscante
Número de planetas: 26 (anteriormente 27)
Planetas conhecidos: Árcon I até Árcon III, Iprasa, Mutral e Naat
Povos conhecidos: Arcônidas e naats

Dados Gerais


O sistema possuía originalmente 27 planetas, sendo os três primeiros os principais, dispostos em forma de um triângulo equilátero e que receberam o mesmo nome do astro central, com 159 luas (antes da destruição de Árcon III pelos blues no ano 2329). Dispõe de mais de cinco mil fortes espaciais ou estações de vigilância que formam um cinturão de segurança em torno do sistema, situado além do último planeta, a 20 horas-luz de Árcon.

A Estruturação do Sistema


Estrutura

Uma característica especial do sistema são os três mundos sincronizados ou planetas sincronizados, que estão na mesma órbita do antigo terceiro planeta e orbitam o sol na forma de um triângulo equilátero. Como as órbitas dos três planetas são circulares e não há inclinação do eixo, as estações não mudam; as temperaturas são em torno de 34 graus Celsius durante todo o ano. Isso é uma condição única, mas artificial na Via Láctea. Quando o Mundo de Cristal (originalmente, Árcon III) tornou-se pequeno demais para o comércio, o espaço residencial e a indústria, o segundo e o quarto planetas foram equipados com enormes propulsores de impulsos e levados a uma órbita comum com Árcon III em dez anos (no entanto, nos três milênios seguintes, ocorreram numerosos pequenos reajustes das órbitas). Os arcônidas então se estabeleceram no segundo planeta original do sistema. Após a conclusão do projeto, ao longo do tempo, os mundos sincronizados foram propagandeados como uma constelação existente originalmente, a fim de elevar a importância dos arcônidas entre os habitantes da Via Láctea. Como o sol, os planetas são chamados de Árcon e numerados, resultando nos nomes Árcon I, Árcon II e Árcon III. O planeta mais próximo do sol é chamado Árcon A por esse motivo.

Instalações de defesa

A uma distância de 17 a 18 horas-luz do sol, existe o chamado anel de fortaleza externo. O anel consiste em cerca de 5.000 plataformas pesadamente armadas, abrigadas em asteroides ocos ou até mesmo em cometas e com um tamanho de até 30 quilômetros, complementadas e ampliadas por enormes braços e plataformas com os sistemas de armamentos (canhões de impulsos e desintegradores, morteiros de campo energético para os lançadores de torpedos espaciais, mísseis de cruzeiro de gigabombas e bombas gravitacionais). Há também incontáveis caças pequenos, destroieres e naves auxiliares tripuladas por robôs de combate, todos controlados roboticamente. A central de controle para a defesa do sistema está localizada no planeta Mutral. O anel de fortaleza interno é formado pelos planetas V a VIII.

Os Três Mundos Sincronizados


O planeta Árcon era um mundo tríplice que descrevia exatamente a mesma órbita e mantinha uma distância uniforme de 620 milhões de quilômetros do seu sol. A posição dos três mundos sincronizados, que era como costumavam ser chamados, correspondia aos vértices de um triângulo equilátero. Desde então, Árcon passou a ser um termo coletivo para todos os três planetas. As estações do ano nunca mudavam nos três planetas, já que seu eixo não apresentava nenhuma inclinação, e as órbitas eram perfeitamente circulares. A temperatura média ficava em torno de 34°C. O mundo dos arcônidas representava um fenômeno único na Via Láctea. Nenhuma outra raça jamais conseguira arrancar de suas órbitas dois astros naturais e colocá-los em outra posição. Desde o momento em que seus antepassados conseguiram essa dificílima realização científica, a falta de espaço deixou de representar um problema para o povo arcônida. A isso, seguiu-se o tempo das grandes emigrações. O império cósmico foi se formando. O planeta tríplice dispunha de uma cadeia externa e de uma cadeia interna de fortificações. A cadeia externa era formada por cerca de cinco mil fortalezas espaciais montadas em plataformas. O círculo de defesa interno corresponde aos planetas 5, 6, 7 e 8, que, em virtude da interdição do tráfego espacial para Árcon vigente no tempo do Robô Regente, ainda servem de pontos de transbordo do comércio intergaláctico.

Árcon I

É mais conhecido como Mundo de Cristal. É o planeta residencial e recreativo dos arcônidas. É um pouco maior do que a Terra. Sua superfície é uma vasta trama de parques “naturais” e maravilhas “naturais”, que são cuidadosamente cultivadas (e frequentemente mantidas artificialmente) por robôs incansáveis para fornecer uma amostra de cada belo ambiente que a Galáxia conhecida tem a oferecer. A cada poucos quilômetros, o clima, a flora e a fauna mudam, o que é possível graças a cúpulas de campo de força invisíveis, e por vezes existem reservas pré-históricas bizarras. Em contrapartida, cidades ou assentamentos maiores não podem ser identificados. O Palácio de Cristal, sede do governo e residência do imperador, localiza-se ali, na chamada Colina dos Sábios. Outro local conhecido é a sede da família Zoltral, com o Arco Aquático conhecido como “Portal dos Zoltral”. Artistas talentosos e criativos estiveram em atividade no planeta, transformando o antigo deserto. Entre esses artistas, destacou-se Eukolard, com sua obra representando a conquista da Galáxia. Não há praticamente uma pedra na superfície desse planeta que tenha ficado exatamente onde a natureza a havia depositado. Árcon I é o santuário residencial de um povo encapsulado, que já há milhares de anos considerava indigno e antinatural construir sua própria casa ao lado de instalações industriais. Há até mesmo florestas primitivas onde os jovens arcônidas caçam dinossauros — embora não se possa comparar tal ação com uma caçada terrana.

Árcon II

É o planeta comercial dos arcônidas. Serve ao comércio galáctico, à indústria e à economia alimentar interna do povo arcônida. Tem aproximadamente o mesmo tamanho de Marte e uma gravidade de 0,7 g. Sua superfície é quase inteiramente coberta por uma única cidade. Enquanto muitas das indústrias leves são baseadas nesse planeta, várias das indústrias pesadas do sistema Árcon localizam-se em outros mundos desse sistema, menos desejáveis e hostis. Árcon II é uma estrutura industrializada tecnicamente de perfeita uniformidade — o mundo das fábricas-mamute controladas por robôs e dos espaçoportos gigantescos. O maior deles pertence a Olp’Duor. Depois de Olp’Duor, a cidade mais importante do planeta é Torgona.

Árcon III

Era o mundo da guerra, da frota e dos estaleiros dos arcônidas. Através dos milênios, ele foi completamente substituído (da superfície ao seu núcleo) por instalações de manufatura para a grande armada espacial do Grande Império de Árcon. O mais bem armado planeta da Galáxia conhecida, Árcon III continha as instalações centrais do Robô Regente. O Robô Regente foi destruído no ano 2103. O planeta inteiro foi destruído pelos blues em setembro do ano 2329. Seus restos formam desde então um anel de destroços em volta de Árcon I e Árcon II.

História


Os primórdios

Há cerca de 15 mil anos, Árcon I, o Mundo de Cristal, era o terceiro planeta daquele sistema. Acabou tornando-se muito pequeno. A enorme expansão do Império exigiu a separação entre as áreas de atividades econômicas, as áreas residenciais e as áreas de operação da frota espacial. Como os antepassados dos arcônidas tinham em mente a centralização das instalações mais importantes, os antigos planetas de números dois e quatro foram equipados com os propulsores de radiações mais potentes de todos os tempos. Por volta do ano 13.000 AC, começou a reorganização do sistema. No curso de três mil anos, foram retirados lenta e cuidadosamente de suas órbitas primitivas e introduzidos na órbita do planeta Árcon I. Tudo isso foi feito segundo cálculos muito precisos. Foi assim que surgiu a sincronização de três planetas que continuaram a ser chamados de Árcon. Uma vez levada a efeito a conjugação das órbitas, era muito difícil distinguir os planetas pelo aspecto exterior. O segredo foi revelado a pouquíssimos arcônidas. As dinastias mais antigas eram de opinião de que a crença segundo a qual a constelação tríplice representava um fenômeno único e extraordinário constituía um fator psicológico favorável. Com isso, procurou-se conseguir certa glorificação da raça para efeitos externos. Seres superiores como eles teriam que aspirar a um espaço vital superior.

Na atualidade

No ano de 1984, o último segredo da raça arcônida foi revelado a Perry Rhodan por Crest, durante a expedição para Árcon. Em setembro do ano 2329, forças aliadas dos blues e aconenses atacaram o sistema Árcon depois que as instalações de defesa foram previamente bloqueadas por emissores de interferência. Somente no último momento, a frota terrana e a frota da USO puderam ajudar os arcônidas, impedindo assim a conquista ou a aniquilação do sistema. No entanto, essa ajuda chegou tarde demais para o planeta Árcon III; naves dos blues cruzando o sistema bombardearam o planeta, até que finalmente ele arrebentou.


 

Créditos: 

Capa da edição alemã: Copyright © VPM – Pabel Moewig Verlag KG, Alemanha.

Fontes


  • PR1, PR38, PR39, PR199.
  • Fanzine: Nathan 08 (PRFCB).
  • Coluna Enciclopédia PR1801.
  • Internet: Informações extraídas em parte do site Perrypedia (www.perrypedia.proc.org). This article uses material from the Perrypedia article “Arkon”, which is released under the GNU Free Documentation License 1.2. Informações extraídas em parte do site Crest-Datei (www.crest-datei.de). Direitos das traduções: SSPG Editora, 2019.
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