Nathan

Tecnologia computacional. É um gigantesco computador positrônico/impotrônico terrano. Esse é o nome que se costuma dar ao gigantesco computador ou cérebro impotrônico, instalado ou incrustado nas profundas camadas rochosas da Lua terrana. Devido à sua localização e significado, muitas vezes também chamado apenas de cérebro lunar. Na superfície da Lua havia apenas um bloco gigantesco com um portão, que não era outra coisa senão a entrada para o gigantesco cérebro. O verdadeiro edifício, de proporções ciclópicas, estava abaixo da superfície. Se essas mesmas instalações tivessem sido montadas num espaço aberto, o projeto teria, em primeiro lugar, devorado muito material, que deveria ser transportado por longas distâncias para o canteiro de obras – e, em segundo lugar, a finalidade das instalações seria perceptível a grande distância no espaço sideral, devido às características funcionais específicas desse tipo de construção. No caso das instalações sublunares, pelo contrário, foram usadas, sobretudo, matérias-primas lunares – e a finalidade da instalação só poderia ser conhecida após exaustivas pesquisas no labirinto sublunar. Os circuitos de Nathan eram complicados demais para ter mais do que uma compreensão superficial do assunto. Mesmo uma pessoa como o dr. Geoffry Abel Waringer, que possuía uma visão mais ampla, não seria capaz sozinho de fazer uma avaliação geral da situação. A capacidade de Nathan exigia a mesma do antigo regente robotizado de Árcon. Resolvia todo tipo de problemas que lhe fossem apresentados. Somente os especialistas é que tinham acesso ao ciclópico computador e, naturalmente, as pessoas credenciadas por Perry Rhodan, com uma ficha especial confeccionada à base de ondas cerebrais. O próprio computador rejeitava todo aquele que não tinha direito de entrar. A sua construção exigira duzentos anos de trabalho. Os pos-bis haviam equipado o cérebro com um suplemento de plasma fortemente ativado, que capacitava o gigantesco centro de computação a também formular juízos fundados no sentimento e processar certos dados de que um cérebro puramente mecânico nunca poderia tomar conhecimento. Mas o desempenho de Nathan era melhor que o do antigo computador-regente. Essa máquina, que se tornara presunçosa e se transformara num perigo público, foi destruída. Com Nathan, isso nunca poderia acontecer. Nathan era um sábio de verdade. Os robólogos terranos e os microtécnicos siganeses haviam tomado todas as providências nesse sentido. Nenhum ser humano era capaz de manter o controle da Frota sem contar com Nathan. Nenhum detalhe, por mais insignificante que pudesse parecer, era esquecido. Todas as mensagens recebidas eram registradas e armazenadas automaticamente no arquivo gigantesco de Nathan. No ano 3584, Nathan tinha passado por inúmeras transformações desde o tempo de sua criação. Antigamente havia, por exemplo, um posto central de controle, de onde o gigantesco computador era operado. Mas isso mudou ao longo do tempo. Já não é mais uma figura monolítica, um imenso colosso mecânico que outrora foi. Por motivos de ordem econômica, mas especialmente por motivo de segurança, ele foi descentralizado no decorrer de décadas, de acordo com o princípio da inteligência distribuída (distributed intelligence), de modo que até mesmo a destruição total de um terço do interior da Lua ainda deixaria Nathan em condições de funcionar. A bem dizer, Nathan está em toda a parte e em parte alguma do interior da Lua. Apesar disso, em conseqüência das associações hiperenergéticas e de outros tipos, cada elemento isolado trabalha de forma integrada, como uma totalidade. Não há um centro nervoso que se possa destruir ou ativar. É a totalidade que contém a consciência de Nathan e que toma as decisões. Ele compõe-se de centenas de milhares de componentes que são conectados por meio de incontáveis controles (por vezes redundantes) que em suas operações deixam a impressão – ou ao menos deixavam – de que são um todo indivisível. O princípio da inteligência distribuída foi satisfeito até o mínimo detalhe na construção de Nathan. No interior da Lua, escavado em formato de colméia, mini e microcomputadores foram instalados em inúmeras salas. As unidades computacionais são parte positrônicas, parte biônicas (portanto, dotadas de plasma do Mundo dos Cem Sóis como unidade de controle e memória central). As conexões entre as diversas unidades são múltiplas e desnorteantes. Não há, como se diz, um só controle, mas muitas centenas, que desempenham parcialmente as mesmas tarefas para que o sistema não entre em colapso quando um controle falhar. A segurança de Nathan foi projetada de tal forma que um colapso crítico, e mesmo uma falha duradoura das funções importantes do sistema, ocorreria somente uma vez em 1,3 bilhão de anos, conforme as estatísticas. Isso de acordo com a teoria. Um acordo em conjunto com Aquilo foi feito quando a Terra e a Lua estavam ameaçadas de cair no Abismo. Esse era o Plano da Consumação. De acordo com isso, Nathan deveria se desligar no momento da Grande Catástrofe. Foi combinado que Nathan só retomaria as atividades quando a Terra estivesse habitada por humanos novamente. Isso aconteceu com a chegada dos três bilhões de conceptos. Por causa disso ele retomou seu trabalho e começou a colocar a Terra em ordem. No início do ano 3586, ele se recusou a obedecer, pois tinha iniciado uma frenética atividade no setor sublunar chamado Germyr. Pouco depois, ele concluiu o seu misterioso projeto e lançou ao espaço uma miríade de peças, as quais se juntaram para formar a BASE.


Créditos: 

Fontes


  • Pp150, P563, P654, P701, P719, P748, P749, P757, P767, P799, P806/807, P838/839, P857, P858, P870, P963.
  • PRC806, PRC839.
  • Glossários: P563, P652/653 (CAFM), P718/719, P748/749, P758/759, P766/767, P782/783, P804/805, P828/829 (RL), P849, P856, P870, P902.
  • Desenho técnico: P654/655.
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