Trade City

Capital e maior cidade do planeta Olimpo, e praticamente a única metrópole dos livres-mercadores. É conhecida como a cidade do comércio. Os outros centros espalhados pelo planeta eram pouco atraentes e pequenos, em comparação com os gigantescos parques e conjuntos de edifícios dessa cidade.

Dados Gerais


As gigantescas áreas de concreto visual com as sofisticadas estruturas de sua superfície cintilavam, brilhavam e tremeluziam à luz de milhões de luminárias, lâmpadas, faróis e objetos luminosos. A noite de Trade City não tinha estrelas; as luzes não permitiam que a vista alcançasse o firmamento. As luzes de Trade City formavam um excitante jogo de cores. As vias elevadas estendiam-se junto aos edifícios, enlaçavam-se, cruzavam em construções arrojadas e desapareciam em túneis compridos, para aparecer de novo em lugares diferentes. As luzes dos planadores correndo em alta velocidade pareciam olhos de estranhos insetos pequenos. Gigantescos parques suspensos movimentavam-se, controlados por comandos positrônicos. Eram ligados com o solo por meio de elevadores de vidro. Havia estações especiais nas quais os frequentadores esperavam antes de poder entrar. Dali se viam perfeitamente as características gerais da cidade. Milhões de seres vindos de todas as partes da galáxia viviam na cidade excitante, cujas raízes mergulhavam no passado e que aos poucos ia se transformando numa lenda. A cidade tinha sido construída ao sul de uma cadeia de montanhas e parte dela estendia-se por suas encostas. No ano 3432, a cidade possuía 50 milhões de habitantes e igual número de visitantes. Esses milhões de indivíduos vindos de todos os cantos da Galáxia, cuja profissão era o comércio — o comércio de mercadorias caras ou de grande peso, que envolviam somas consideráveis — queriam ser entretidos. A cidade, controlada pelas tropas de Anson Argyris, tirava grande parte dos impostos municipais dessa necessidade. Os impostos sobre as diversões enchiam as caixas de Olimpo. A cidade tinha sido construída dentro do plano terrano dos quinhentos anos, com uma população prevista de 50 milhões de habitantes. Era a cidade mais jovem e moderna dos planetas conhecidos. Gigantescos edifícios de escritórios, enormes centros de abastecimento, meios de transporte dos mais modernos e as grandes áreas residenciais instaladas no terço superior dos arranha-céus recolhiam a massa humana. O estilo das construções era singular — mas utilitário, no fundo. Quem sobrevoasse a cidade teria a impressão de que era côncava. Os edifícios mais altos erguiam-se na periferia formando uma espécie de muralha branca. Com exceção de alguns edifícios altos no centro, a altura ia diminuindo regularmente nesta direção. Todas as necessidades, até mesmo as das criaturas mais estranhas, podiam ser satisfeitas em Trade City. Nenhum detalhe fora esquecido. Havia as praças grandes e pequenas e as áreas verdes que davam um aspecto mais agradável à cidade titânica. Além das funções essenciais, a cidade e o planeta tinham ganhado mais uma atração. A gente podia encontrar-se com qualquer pessoa, ou estabelecer todas as espécies de contato. Uma vez que o conhecimento perfeito dos parceiros comerciais exigia conhecimentos e inúmeros contatos, Trade City transformara-se num ponto de encontro galáctico. Os pontos desse encontro eram formados por quartos de hotel (como o Hotel Asaiá, um dos poucos arranha-céus do centro da cidade), nichos em bares e restaurantes, escritórios e tudo quanto era lugar normal ou obscuro onde os homens se encontravam. No espaçoporto, uma imensa área circular com doze campos de pouso, cada um com 120 km de diâmetro, agrupados em círculo em torno de um setor de dimensões continentais, reinava um movimento constante. A toda hora chegavam naves das mais diversas regiões da Via Láctea, de todos os sistemas planetários, descarregando suas mercadorias, recebendo novas e decolando em seguida. Um dos maiores centros de computação positrônica fixos punha ordem neste movimento, evitando colisões e garantindo uma perfeita operacionalidade. Na cidade de Trade City, que continuava a crescer ininterruptamente, funcionavam grandes bancos, companhias financeiras e escritórios comerciais, revezando-se em turnos diurnos e noturnos. Nas salas de escritório simples, nos salões pomposos e nos bares terrivelmente caros eram fechados negócios de bilhões, calculados lucros e celebrados acordos favoráveis. Mas nem tudo eram atividades pacatas. Relatórios de agentes eram interpretados em salas à prova de escuta, missões de espionagem e sabotagem eram combinadas. De vez em quando algum agente que tinha falhado tinha morte violenta. Era o reverso da medalha. Trade City transformara-se no ponto de encontro dos serviços secretos da Galáxia. O motivo era o segredo que cobria os mundos de origem das mercadorias terranas. Ninguém sabia onde se encontravam estes mundos (e ninguém imaginava que os planetas industriais secretos nem existiam), e que as mercadorias tão cobiçadas continuavam a vir do Sistema Solar, que as pessoas bem informadas também costumavam chamar de Sistema Ghost.

História


No ano 3459, a metrópole, com 50 milhões de habitantes, bem como todo o sistema estelar da Estrela de Boscyk, foi ocupada pelos lares. Pelo menos uma pirâmide dos mastibekks estava estacionada no meio de Trade City. Nas décadas do domínio do Concílio dos Sete, as instalações urbanas foram completamente destruídas pelos superpesados que expulsaram todos os seres humanos. A limpeza e a manutenção não se realizaram: os ocupantes, que eram poucos, por exemplo, não se preocuparam com a condição de seus apartamentos, mas simplesmente mudavam-se para outro bairro, quando a tecnologia do prédio abandonou o fantasma. Bichos de todos os tipos rapidamente se espalhavam pelas áreas esquálidas abandonadas por eles. No ano 3586, por ordem do Imperador-Robô Anson Argyris e seus conselheiros, a cidade foi incinerada distrito por distrito, e, passo a passo, a capital foi sendo reconstruída a partir do zero, para se tornar a Nova Trade City. Os planos vieram do arquiteto K'yon de Moraine. Em junho do ano 3587, a cidade em reconstrução foi ocupada pelos orbitantes. O Conselho do Comércio de Olimpo aconselhou a população da cidade a oferecer apenas uma resistência passiva.


 

Créditos: 

Fontes


  • PR410, PR431, PR502, PR662, PR675, PR737, PR844, PR866, PR950.
  • Seção Glossário da edição digital da SSPG: volumes especificados no campo Glossários Veiculados.
  • Internet: Informações extraídas em parte do site Perrypedia (www.perrypedia.proc.org). This article uses material from the Perrypedia article “Trade-City”, which is released under the GNU Free Documentation License 1.2.
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