Árcon III

Planeta da Via Láctea. Era o planeta da guerra dos arcônidas, da frota e dos estaleiros, e serviu de sede ao supercérebro robotizado. Era o segundo antes do arranjo e o maior dos três, um pouco maior que a Terra. Sua gravitação média era de 1,3 g. O tempo de rotação em torno do seu próprio eixo correspondia há 28,4 horas terranas. Se em todos os mundos do Universo, à noite ou o crepúsculo descem vez por outra sobre uma das faces, isso não acontecia nesse astro extraordinário. Os robôs não precisavam de sono, nem de pausas ou férias. O ruído de milhões de máquinas e linhas de montagem inteiramente automatizadas formava o ritmo de um mundo que não conhecia a escuridão. No hemisfério em que reinava a noite, os sóis atômicos substituíam o astro natural. Bilhões de instalações fixas de controle e robôs móveis trabalhavam ininterruptamente. Isso tinha recomeçado desde a intervenção do computador regente. Uma frota mercante bem dirigida estava a caminho ininterruptamente, para trazer as mercadorias que se tornavam necessárias. Na superfície não havia praticamente nenhuma área livre. O mundo da guerra era uma única metrópole compacta, sem quebra de continuidade, no qual não se via uma única planta, uma elevação que pudesse ser considerada um acidente geográfico, e não havia um único regato que alegrasse os olhos. Árcon III era uma superfície totalmente lisa, um deserto de aço. Só os mares primitivos continuaram intocados. Não havia nenhuma possibilidade de comparar esse planeta a qualquer outro. Uma vez que a superfície de Árcon III também foi-se tornando muito pequena, os remotos antepassados dos arcônidas começaram a escavar o interior desse mundo. Era por isso que as unidades energéticas, de controle e de comando, muitas vezes ficavam até 6.000 metros abaixo da superfície. Certas unidades muito importantes da indústria espacial, inclusive as destinadas à produção de propulsores, ficavam 5.000 metros abaixo da superfície. Era a indústria militar mais gigantesca da Galáxia. A rigor, Árcon III não passava de um astro perfurado e escavado, em que todas as coisas tinham um aspecto puramente finalista. Pelo que se dizia, só em Árcon III havia mais de 25.000 estaleiros espaciais. Os inúmeros espaçoportos com suas gigantescas estações de rádio eram o único fator de dissociação desse quadro compacto de tecnologia. Todo esse mundo estava reservado exclusivamente à construção de naves. Árcon III foi preparado para rechaçar qualquer ataque vindo do espaço. No entanto, em setembro do ano 2329, o planeta foi atacado e totalmente destruído pelos blues. Depois disso, só restou um cinturão de asteroides.


 

Créditos: 

Fontes


  • PR39, PR199.
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