Lepso

Segundo de cinco planetas do pequeno sol amarelo Firing, um sistema estelar situado na Via Láctea, a 8.467 anos-luz de distância do Sistema Solar.

Dados Astrofísicos
Dados Valores
Outro nome: Firing II
Sistema estelar: Firing
Galáxia: Via Láctea
Distância para o Sistema Solar: 8.467,1 anos-luz
Distância para Árcon: 27.589,9 anos-luz
Distância para Gatas: 62.299,8 anos-luz
Período de rotação própria: 21,3 h
Diâmetro equatorial: 11.981 km
Densidade média: 5.623 g/cm³
Massa: 5,063×1021 t/0,848 massas terrestres
Gravidade superficial: 0,96 g
Atmosfera: Oxigênio
Temperatura média diurna: 25 ºC
Povos conhecidos (habitantes): Lepsonenses, gavivis e tyarez
Capital planetária: Orbana

Dados Gerais


É um mundo de oxigênio, cuja gravitação superficial é quase igual à da Terra. Graças à órbita próxima ao astro central, no planeta reinam durante todo o ano temperaturas como as que reinam no verão entre Roma e Cairo. A gravidade superficial é de 0,96 g, seu dia tem 21,3 horas, e seu diâmetro é de 11.981 quilômetros. Seu clima corresponde ao das zonas subtropicais da Terra. É um mundo de livre comércio. Localizado fora dos limites oficiais do Grande Império dos arcônidas, Lepso sempre foi um porto livre, sem regras alfandegárias ou inspeções de naves. Como a região espacial nas imediações dele não estava sob nenhuma jurisdição governamental, ele se tornou um foco de atividades de contrabando e mercado negro para o Grande Império e, depois, para o Império Solar. Por volta do ano 2100, o planeta era um Eldorado galáctico do mercado negro e para traficantes de todos os tipos. Além de numerosos bancos e instalações industriais, no ano 2102 existia em Lepso uma missão comercial oficial terrana e uma base secreta da Segurança Solar.

Topografia


Na direção nor-noroeste ficava a cidade de Tu-Ki; em seguida vinha o lago Frugid, com uma área de 210 km². Depois vem a grande cadeia de montanhas de Glogu, e a seguir o extenso deserto pedregoso. Era considerado como uma área inexplorada. Esse deserto tem mil nomes. Cada raça que vive em Lepso lhe deu um nome diferente. Um deles é Sukussum. Ele segue por uns 1.800 quilômetros na direção noroeste, até a costa do mar de Seyfour. Para o noroeste e o sudoeste ele mede uns 300 quilômetros. Após isso vêm as montanhas de Cif, que dividem o deserto em dois. A 518 quilômetros dali, começa a selva de Morw. No curso dos séculos, a política imigratória liberal do governo de Lepso fizera com que representantes de quase todas as raças galácticas se fixassem nesse mundo. Mais ou menos a metade era humanoide, enquanto a outra metade era formada por seres não humanos. Lepso tinha uma peculiaridade: não havia inspeção alfandegária ou controle de passaportes, não se exigiam atestados de saúde ou outro qualquer. A pessoa saía de uma espaçonave, como se sai de um táxi, e começava a andar por ali. O governo de Lepso reconhecera em tempo a vantagem da posição galáctica do planeta, e providenciara para que as numerosas naves, que percorriam as rotas próximas, descessem em Lepso, a fim de comerciar com parte das mercadorias que levavam. Para atrair os mercadores, deve-se criar o menor número possível de problemas para o acesso ao local de negócios; de preferência não se deve criar nenhum problema. Por isso não se exigiam nos espaçoportos de Lepso as formalidades, que nos outros pontos da Galáxia eram obrigatórios e naturais. Evidentemente, o governo sabia que dessa forma não atraía a Lepso apenas comerciantes honestos. Isso não lhe doía na consciência, pois cobrava o imposto de vendas tanto sobre negócios honestos como sobre os desonestos. E aquilo que se arrecadava — o dinheiro — era a única coisa que tinha algum valor em Lepso. Era o Eldorado dos traficantes, estelionatários e negocistas. Esse planeta, que sempre soubera conservar a independência, vangloriava-se de ser o mais liberal de toda a Via Láctea, e muitos dos clãs mais novos dos saltadores confirmavam isso. Havia uma circunstância inexplicável. No interior do Império Arcônida havia muitas potências, grupos de interesses e inteligências muito influentes que mantinham sua mão protetora sobre Lepso e cuidavam com olhos de lince, para que a autonomia e independência desse mundo não fossem violadas. Em nenhum outro lugar havia um contingente tão numeroso e estranho de mestiços como ali. Ninguém se admirava com isso, a não ser as pessoas que pela primeira vez punham os pés em Lepso. Nesse mundo as cargas eram desviadas, confeccionavam-se conhecimentos de embarque com toda a aparência de genuínos. Imprimia-se dinheiro falso, os manifestos de carga eram falsificados. Os adeptos do culto de Baalol submergiam por completo em meio a esta confusão de raças. Quase nunca apareciam e raras vezes interrompiam a vida solitária que levavam na quietude da área templária, situada nos confins do grande deserto. Mas Lepso não era apenas o solo em que melhor se desenvolvem as criaturas que costumam viver na penumbra. Também era um gigantesco centro distribuidor de mercadorias. Os espaçoportos enfileiravam-se um ao lado do outro. Havia inúmeros estaleiros para reparos. Neste mundo não se lançavam novas naves. Mas a pessoa, que não pudesse aparecer em qualquer mundo de Árcon se não quisesse ser presa, poderia vir a este mundo e aguardar tranquilamente o dia em que sua espaçonave fosse colocada em condições de navegar pelo espaço, desde que dispusesse de bastante dinheiro.

Cidades conhecidas

Isighat, Orbana (a capital planetária e sede do governo), Tshotum e Tu-Ki (cidade pequena, na margem sul do longo lago Frugid, na linha direta entre Orbana e o deserto de Sukkussum; no ano 2103, tinha 30.000 habitantes).

Zanithon

Zanithon ficava na extremidade sudeste do deserto de Sukkussum e era um dos centros comerciais mais importantes de Lepso, ao lado de Orbana. O centro da cidade era uma grande praça. No ano 2103, a Missão Comercial Terrana tinha a sua sede na Avenida dos Cinco Mares, no distrito norte da cidade. A Rua Oitenta e Quatro e o distrito comercial na Rua Oitenta e Seis também são bem conhecidos.

Outros lugares conhecidos

Pynko Taebellu é um pequeno espaçoporto. É ali principalmente que as naves de prospectores pousam. Uma bolsa para cristais de quartzo é conectada ao porto espacial. Um espaçoporto abandonado pelos primeiros colonos está localizado em um planalto rochoso na Grande Ilha Árida. Usado como um cemitério de nave espacial por volta do ano 3429, havia cerca de 50.000 destroços ali nessa época. Cerca de mil gatasenses se estabeleceram na ilha Uerueiyj no século XVI NCG.

Flora e fauna


A fauna e flora de Lepso é o resultado de séculos de influência mal controlada de espécies que foram importadas de outros mundos. As espécies animais que imigraram dessa forma incluem a cacatua cantante ferrônia e uma espécie não especificada de macaco terrano. Uma espécie comum da área urbana é o arbusto kraa.

Lepso como um mundo de livre comércio


Lepso tinha o status de um mundo de livre comércio e, portanto, não dependia de nenhum poder galáctico, mas era completamente autônomo. Não eram realizados controles de entrada, comerciais e aduaneiros. Lepso tornou-se um cadinho para indivíduos de uma grande variedade de raças. No ano 2102, a população consistia em metade de humanoides e metade de não humanoides. A multidão de diferentes espécies e culturas que visitam Lepso levou a um estilo arquitetônico muito inconsistente nas cidades. Lepso também era um local popular para comerciantes galácticos, criminosos e personagens desonestos. Em Lepso, havia transações comerciais completamente legais e transações proibidas em outros lugares, como o comércio negro, lavagem de dinheiro e falência. Isso inclui o jogo organizado, do qual Lepso ganhou a reputação de um gigantesco salão de jogos. Instalações de diversão de todos os tipos imagináveis e para todas as necessidades exóticas estavam disponíveis. Essa situação mista fez de Lepso um cadinho de interesses opacos, lutas brutais pelo poder e corrupção.

A sociedade de Lepso

Ao contrário de muitos outros mundos da Via Láctea, Lepso é um planeta de poucas proibições e muitas liberdades. Espera-se que um lepsonense de sucesso faça negócios desonestos perto da fronteira com o ilegal (ou mesmo muito além dela). Se ele não fizesse isso, seria considerado um estranho. Os lepsonenses aproveitam a vida ao máximo. Mesmo durante a época da Queima dos Mundos, o clima “agora mais do que nunca” prevalecia em Orbana. Essa filosofia de vida se expressa, por exemplo, no uso de planadores de orgias.

História


Com os gavivis e os tyarez

Antes da colonização arcônida, os gavivis, que viviam em simbiose com os tyarez, eram a espécie predominante em Lepso. Com a ajuda dos tyarez, os gavivis desenvolveram uma tecnologia especial que lhes permitiu criar objetos de qualquer tamanho que eram encurtados por uma dimensão espacial e também podiam ser usados ​​como naves espaciais. Essa fase durou vários milênios.

Na época pré-Monos

Lepso foi colonizado pelos arcônidas já no décimo milênio AC. O chefe do projeto de assentamento foi Shukkirah da Onur. Ele construiu o primeiro assentamento no continente central coberto pela selva. Ali, ele descobriu também os gavivis, que classificou como seres inteligentes. Gristy da Tromin, no entanto, achava que os gavivis eram animais e exigiu que eles vivessem apenas no continente central. Centenas de milhares desses seres foram literalmente massacrados pelos arcônidas e desapareceram dos continentes de Lepso. Quando, depois de doze anos, o assentamento estava quase completo, a irmã mais nova de Shukkirah da Onur, foi encontrada morta com a garganta cortada - um ato posterior de vingança pela família Tromin. A família da Onur estabeleceu um feudo em Lepso. Quando descobriram o planeta Sadik, um mundo rico em recursos naturais, eles se retiraram de Lepso, apenas para retornar mais tarde, quando foram desgraçados pelas intrigas da Khasurn (família nobre) dos da Tromin. Os arcônidas nada sabiam sobre a cultura altamente desenvolvida dos gavivis. Os últimos tyarez saíram de Lepso com a nave Camouflage.

  • Nota: De acordo com episódio Lepso nº 1, o assentamento pelos arcônidas ocorreu no ano 7600 AC.

No século XXI, o planeta era um dos centros comerciais mais importantes da Via Láctea. Os terranos tinham uma missão comercial oficial em Lepso. Em março do ano 2103, o Império Solar impôs um bloqueio a Lepso para acabar com o comércio da droga liquitivo. Durante semanas, as tropas terranas ocuparam as principais cidades do planeta e levaram o governo à prisão. Todas as instalações de produção e o templo de Baalol foram conquistados pelos terranos. Vários grupos de saltadores e superpesados tentaram romper o bloqueio sob pressão dos baalols, porém, não havia nenhuma chance contra o apoio maciço das naves robotizadas arcônidas. Durante a existência do Império Solar, havia ali também bases secretas da Segurança Solar e da USO. Nos séculos que se seguiram, outros planetas, incluindo Olimpo, tomaram o lugar de Lepso como um mundo de comércio principal. No ano 3102, Atlan foi informado do destino dos tyarez e gavivis e teve algumas aventuras em Lepso antes de conseguir libertar a nave Camuflagem. O terrano Ratber Tostan fundou a seita de Mammon em Lepso no século XXXV e administrou (de acordo com sua própria declaração) o melhor cassino. No ano 3431, os proprietários de cassino viciados em drogas e jogos de azar tiveram que fugir do planeta para evitar as encenações dos dabrifanos e outros grupos de poder. Quando a onda de imbecilização desencadeada pelo Enxame estelar também atingiu Lepso no final do ano 3440 e causou o colapso da civilização ali, apenas alguns imunes conseguiram escapar do caos com uma nave espacial - incluindo a Gerardus Mercator com Vyrner Rustage. No ano 3441, tinha se tornado um mundo de livre comércio. Durante o posterior domínio do Concílio dos Sete, em toda a Galáxia, o mundo comercial continuou sendo um ponto focal para personagens obscuros.

Após os séculos obscuros

No ano 1291 NCG, a entidade Shabazza, que controlava o corpo de Perry Rhodan, fugiu para Lepso. Ali, ele encontrou o seu fim, quando, com sua consciência, assumiu a inteligência coletiva da floresta de Lepso-Suma, que foi posteriormente destruída. No ano 1329 NCG, a estação LE-esplêndida foi construída na órbita de Lepso. Como um novo centro de lazer, ela deveria competir com a nave BASE. A partir do ano 1337 NCG, a bolsa de cristais foi instalada na estação, que se tornou o mais importante local de comércio intergaláctico para hipercristais. Lepso pertenceu aos mundos que foram infectados com a toxina ara no ano 1340 NCG. No início de novembro do ano 1344 NCG, a bolsa foi fechada oficialmente e evacuada por causa da ameaça representada pela coluna terminal. No entanto, alguns particulares continuaram a operá-la por conta própria. No final de novembro, a estação foi destruída pelos traitanques, pois constituía uma violação aberta da diretiva Traitor. [...]. No ano 1499 NCG, a prospectora Mahé Elesa abriu seus próprios negócios com uma nave adquirida em Lepso. A mulher recorreu a um empréstimo do decadente Theeno. No ano 1533 NCG, os acontecimentos sombrios em Lepso continuaram a florescer sem serem perturbados. O consórcio dos aras Notophor e Kovron operava ali tráfico de pessoas e extorsão. Manteve contato com os guardiões galácticos e desafiou com sucesso as tentativas de infiltração da USO. No final de maio do ano 1552 NCG, a Nova USO impediu o ataque à vida do thoogondu Puorengir e revelou o thoogondu Puoshoor como o contratante para esse assassinato.


 

Créditos: 

Fontes


  • PR108, PR109, PR110, PR508, PR1115, PR1320, PR1980, PR2012, PR2925, PR2961, PR2983, PR3033.
  • Atlan nº 1, 2, 4, 13, 14, 15, 27.
  • Ara-Toxin nº 2.
  • Lepso nº 1, 2, 3.
  • Estilhaço Estelar nº 3.
  • PR-Olimpo nº 5.
  • Volume de Jubileu nº 7.
  • Fanzine: Nathan nº 08 (PRFCB).
  • Seção Glossário da edição digital da SSPG: volumes especificados no campo Glossários Veiculados.
  • Internet: Informações extraídas em parte do site Perrypedia (www.perrypedia.proc.org). This article uses material from the Perrypedia article “Lepso”, which is released under the GNU Free Documentation License 1.2. Informações extraídas em parte do site Perry Rhodan und Atlan Materiequelle (www.pr-materiequelle.de). Informações extraídas em parte do site Perry Rhodan Sternenatlas der Milchstrasse (www.pr-sternenatlas.de/karten.htm). Informações extraídas em parte do site Crest-Datei (www.crest-datei.de).
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